Fui acusada de ter obsessões. De ser movida por desejos.
O atual é ter um cachorro. Na semana passada, era ir para NYC ter aulas de ballet. Na semana que vem, poderá ser casar ou trocar de carro.
Mas meus desejos obssessivos não me incomodam. Na verdade, são eles que me cutucam todo dia de manhã e que falam alto quando eu quero dormir.
Apesar do trabalho, eles são ótimas companhias. Quando estou entediada, eles sempre aparecem pra bater um papinho comigo. Se estou muito ocupada, eles me dão um tempo pra eu consertar a vida.
Eu também me dedico a eles. Faço planos para viagens que nem sequer existem, penso em situações shakesperianas, morro antes do tiro.
Nos meus desejos, tudo é perfeito. Nada bate a minha imaginação. Lá, não existe erro, feiúra e nem imprevistos.
Às vezes, desejar é melhor do que realizar.
Tuesday, March 24, 2009
Thursday, March 05, 2009
Wednesday, January 21, 2009
Eu falo...
...mais do que qualquer outro habitante do planeta.
...mais ainda quando eu estou nervosa.
....rápido demais para alguns.
...todas as palavras com o som de x (xixi, chachim...) com a língua meio presa.
....muuuuuito palavrão.
...francês mal e porcamente.
....com a mão, como todo italiano.
....do que sei e do que não sei também.
...mal dos outros e de mim.
...te amo sempre antes de desligar o telefone com a minha mãe.
...dormindo.
...com muita naturalidade (ou brutalidade?) aquilo que sinto.
... sozinha no carro.
...com a minha cachorra e acho que ela entende.
... mais do que penso.
...mais do que qualquer outro habitante do planeta.
...mais ainda quando eu estou nervosa.
....rápido demais para alguns.
...todas as palavras com o som de x (xixi, chachim...) com a língua meio presa.
....muuuuuito palavrão.
...francês mal e porcamente.
....com a mão, como todo italiano.
....do que sei e do que não sei também.
...mal dos outros e de mim.
...te amo sempre antes de desligar o telefone com a minha mãe.
...dormindo.
...com muita naturalidade (ou brutalidade?) aquilo que sinto.
... sozinha no carro.
...com a minha cachorra e acho que ela entende.
... mais do que penso.
Thursday, January 08, 2009
Difícil esconder o que a gente está sentindo. Seja raiva, amor ou saudade, é uma violência tentar fingir que tudo anda como antes.
Por que tentamos nos esconder sob o manto da normalidade quando o que mais queremos é algo que nos tire da monotonia mórbida dos dias?
Temos que parar de racionalizar os sentimentos. Emoção não se pensa, não se diz e não se disfarça. Se sente.
Por que tentamos nos esconder sob o manto da normalidade quando o que mais queremos é algo que nos tire da monotonia mórbida dos dias?
Temos que parar de racionalizar os sentimentos. Emoção não se pensa, não se diz e não se disfarça. Se sente.
Thursday, December 11, 2008
Senão está cedo demais é porque já passou da hora. O casamento, a separação, a declaração de amor (ou de ódio), a mudança. Pra tudo existe a tal da "hora certa".
Fernando ama Maria que no momento está namorando o Zé. Mas ele não se declara por que ainda não é o momento. Pedro já se cansou da esposa há tempos, mas todo mundo diz que ainda é muito cedo para ele acabar com tudo. Ele tem que tentar mais um pouco. Júlia é louca para se casar com Eduardo. Ele também é apaixonado por ela, mas ainda é muito novo para subir ao altar.
O que Fernando não imagina é que Maria, mesmo não amando o Zé tanto assim, está pensando em engravidar porque acha que a sua vida já está resolvida. Não haverá mais surpresas. Já o Pedro nem sonha em saber que a Clara, seu grande amor da adolescência e com quem ele tem contato até hoje, ainda é apaixonada por ele em segredo. Ele está muito ocupado esperando a hora certa de pular fora. Eduardo anda correndo um sério risco. Apesar de Júlia amá-lo loucamente, ela começa a pensar que talvez ele não possa a dar a segurança de que ela tanto precisa.
A hora certa não existe. Ela é a bengala que você insiste em usar mesmo sabendo que pode andar perfeitamente sem ela.
Cada minuto que deixamos para trás é uma oportunidade de "felizes para sempre" que jogamos no lixo. Ao invés de sermos vítimas das nossas emoções, nos rendemos ao calendário.
Só que os grandes momentos da nossa vida não têm agenda.
Fernando ama Maria que no momento está namorando o Zé. Mas ele não se declara por que ainda não é o momento. Pedro já se cansou da esposa há tempos, mas todo mundo diz que ainda é muito cedo para ele acabar com tudo. Ele tem que tentar mais um pouco. Júlia é louca para se casar com Eduardo. Ele também é apaixonado por ela, mas ainda é muito novo para subir ao altar.
O que Fernando não imagina é que Maria, mesmo não amando o Zé tanto assim, está pensando em engravidar porque acha que a sua vida já está resolvida. Não haverá mais surpresas. Já o Pedro nem sonha em saber que a Clara, seu grande amor da adolescência e com quem ele tem contato até hoje, ainda é apaixonada por ele em segredo. Ele está muito ocupado esperando a hora certa de pular fora. Eduardo anda correndo um sério risco. Apesar de Júlia amá-lo loucamente, ela começa a pensar que talvez ele não possa a dar a segurança de que ela tanto precisa.
A hora certa não existe. Ela é a bengala que você insiste em usar mesmo sabendo que pode andar perfeitamente sem ela.
Cada minuto que deixamos para trás é uma oportunidade de "felizes para sempre" que jogamos no lixo. Ao invés de sermos vítimas das nossas emoções, nos rendemos ao calendário.
Só que os grandes momentos da nossa vida não têm agenda.
Wednesday, December 10, 2008
Ficar sozinho com a gente mesmo é um perigo. Quando a gente resolve conversar com aquela outra pessoa mora dentro de nós (é...aquela que sempre aparece quando você apaga a luz pra dormir), é confusão certa.
Começa-se a pensar em tudo o que pode ser, poderia ser...
Aliás, nesses encontros esquizofrênicos das duas pessoas que habitam o seu corpo, reina o futuro do pretérito: eu faria, falaria, iria, sentiria.
O problema dessa "outra" (a gêmea má da madrugada silenciosa) é que ela sempre quis fazer tudo aquilo que você não teve coragem. Ela jogaria tudo pro alto e mandaria o chefe à merda. Ela pegaria uma mochila e iria para a Europa. Ela não deixaria nada pra trás.
E aí você, a pessoa dos compromissos, das contas a pagar e da lista do supermercado, entra no embalo da corajosa da madruga e começa a se questionar. Será que se eu seguisse os conselhos dela minha vida seria melhor?
Começa-se a pensar em tudo o que pode ser, poderia ser...
Aliás, nesses encontros esquizofrênicos das duas pessoas que habitam o seu corpo, reina o futuro do pretérito: eu faria, falaria, iria, sentiria.
O problema dessa "outra" (a gêmea má da madrugada silenciosa) é que ela sempre quis fazer tudo aquilo que você não teve coragem. Ela jogaria tudo pro alto e mandaria o chefe à merda. Ela pegaria uma mochila e iria para a Europa. Ela não deixaria nada pra trás.
E aí você, a pessoa dos compromissos, das contas a pagar e da lista do supermercado, entra no embalo da corajosa da madruga e começa a se questionar. Será que se eu seguisse os conselhos dela minha vida seria melhor?
Sunday, November 16, 2008
Redescobrir alguma coisa que andava esquecida é como voltar pra sua casa depois de acampar no meio do mato com chuva. É tomar um banho quentinho no seu banheiro. Deitar na sua cama que é a mesma desde a infância. Sentir aquele cheirinho bom que só o seu cobertor tem.
Ando redescobrindo pequenos e grandes prazeres. De amigos a livros esquecidos. De tomar sorvete com meus pais a horas de estrada ouvindo música. De voltar a ser quem eu era.
É ótimo voltar ao trilho. O meu trilho.
Ando redescobrindo pequenos e grandes prazeres. De amigos a livros esquecidos. De tomar sorvete com meus pais a horas de estrada ouvindo música. De voltar a ser quem eu era.
É ótimo voltar ao trilho. O meu trilho.
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